segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PS contra a redução de Juntas de Freguesia


O Partido Socialista, pela voz do seu Secretário-Geral, António José Seguro, mostrou-se contra a redução do número de Juntas de Freguesia.
O argumento usado foi o facto de nas aldeias e regiões isoladas, é a figura do Presidente da Junta que faz a ligação entre as populações e o Poder Central.
É um argumento interessante e que até tem o seu fundo de verdade. De facto, o Presidente da Junta é um órgão importante para as pessoas que vivem em aldeias isoladas, no cantos mais longínquos deste enorme País.
Mas pergunto: O que fará mais falta às pessoas? Uma Junta de Freguesia onde um individuo pago pelo erário público passa a vida a pavonear-se dentro de um edifício que é o mais moderno naquela aldeia (provavelmente, o único que tem televisão e em que não chove lá dentro) ou Escolas e Urgências que o anterior Governo (que por coincidência ou não era chefiado pelo partido a que pertence o Sr. Seguro) decidiu fechar?
As Escolas eu até entendo. Uma criança não se desenvolve tão bem como as outras numa escola em que tem 2 colegas e um deles é seu irmão e o outro é seu primo.
Mas as Urgências? O que fazer quando se está a falecer? 'Bora à Junta de Freguesia!
Das duas uma, ou só podem haver presidentes de junta licenciados em Medicina e assim juntamos o útil ao agradável, ou então acho que se vivesse numa aldeia perdida neste vasto Portugal, preferia ter umas urgências que me pudessem socorrer quando estiver a "esticar o pernil", sem ter de me deslocar 50 km até ao Hospital mais próximo.
Nunca faleci, mas quando estamos a falecer deve ser chato ter de pegar no carro, digo eu! Pode ser que o Presidente da Junta me dê boleia.

domingo, 2 de outubro de 2011

As Aventuras de Sr."Eng." Pinto de Sousa na Cidade das Luzes

Como é sabido, o senhor que diz ser engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa saí do Governo (e convínhamos, já foi tarde) e depois de muita especulação sobre o seu futuro, foi viver para Paris onde começou a estudar Filosofia.
No outro dia, enquanto aguardava no barbeiro pela minha vez, li uma notícia (só por acaso, no Correio da Manhã, a TVI dos jornais) que me deixou intrigado.
Alegadamente, o Alto Comissário da União Europeia, aproveitando a presença de uma comitiva polaca na Cidade das Luzes levou-os a jantar num dos melhores restaurantes italianos da capital francesa, no qual, segundo o Alto Comissário, um prato nunca é menos de 100€. E qual é o seu espanto quando numa mesa perto da dele estava o Sr. José Sócrates (que só a titulo de curiosidade se encontrava a jantar com um amigo, informação esta que constava da notícia) que se prontificou a levantar-se e a cumprimentar o Alto Comissário que lhe apresentou a comitiva polaca.
No final do jantar, o Alto Comissário chamou o garçon para pagar a conta e este informo-o que a conta tinha sido paga pelo "senhor de Portugal".
José Sócrates, para além de se vestir bem (segundo dizem) prova que é um cavalheiro.
Mas há qualquer coisa nesta história que não me cheira bem.
Segundo se sabe, o Sr. José Sócrates ainda não entregou a Subvenção Vitalicia (documento que os ex-Primeiro Ministros e ex-Presidentes entregam por, no fundo, terem ficado desempregados de um momento para o outro) nem o seu Subsidio de Reintegração (subsidio que os ex-deputados recebem por voltarem a "descer" ao mundo dos comuns mortais).
Sabes-se também, que foi publicada em Diário da República uma licença sem vencimento, repito, sem vencimento da Câmara Municipal da Covilhã para o Sr.Eng. Sócrates.
Portanto, fica a questão, onde é que este senhor tem dinheiro para pagar o seu jantar? Já nem pergunto pelo o jantar do Alto Comissário e da restante comitiva polaca, mas o seu próprio jantar?
Será que José Sócrates afinal não é de Alijó como todos pensam e é Madeirense, também ele perito em buracos?
Ou será o amigo com quem jantava, Bill Gates ou Steve Jobs? Talvez Joe Berardo?
Ficam as questões, eu não as sei responder.

A Madeira "Esburacada"

Bom, como todos sabem, foram descobertos dois buracos colossais (eu usei mesmo a expressão, descansem que não vou negar que a usei como fez o nosso Exmo. Primeiro Ministro) na Madeira.
Quando ouvi a notícia pela primeira vez pensei que os buracos tivessem relacionados com as chuvas que assolaram a Madeira no Inverno passado. Só depois percebi que na verdade estavam em causa buracos financeiros e reparei também que o discurso dos Madeirenses (em concreto de um gordinho engraçado que toma conta lá do ilheu) mudou de uma maneira drástica. Deu uma volta de 180 graus. Um discurso que anteriormente apelava à soberania insular e que tinha até um pingo de separatismo transformou-se agora num discurso de dependência e desespero.
Segundo sei, a noção de soberania também abarca a soberania económica. Quero com isto dizer que para um país, região ou até uma pessoa se considerar soberana tem de ser independente e auto-suficiente no plano económico.
Visto que tenho os Madeirenses como pessoas inteligentes e que estão familiarizados com o conceito de soberania (já que tanto falam nela), de certo eles serão capazes de pagar as suas contas e tapar os seus buracos, não? O que me dizem então de lhes darmos a independência agora (antes que sobre para nós, "bastardos do continente")?
Outra coisa que consegui perceber com esta história dos buracos foi que o tal gordinho engraçado de nome Alberto João Jardim é um péssimo político. Sei que estarão a pensar: "Só percebeste isso agora?!". Sim, só percebi agora. Sempre pensei que um senhor que está a tomar conta daquela ilha desde 1978 fosse um bom político. Que outra razão haveria para já ter ganho tantas eleições? Vá esqueçam as dúvidas sobre a legitimidade das eleições, vivemos num país democrático (pelo menos é o que dizem).
Mas não me fica bem vir para aqui dizer que o senhor é mau político e não concretizar. Na minha opinião, o sr.Alberto João é mau político porque ainda não fez aquilo que quase todos os políticos fazem nestas situações (sim estou a ser optimista por dizer quase todos) que é mentir. O sr. Alberto João ainda não negou a existência dos buracos (como se fosse possível, mas não o fez), limitou-se a dar exemplos (estúpidos) sobre as dívidas que foram perdoadas às antigas colónias. Isto não é coisa de político! Isto é coisa de criança. É do tipo:"aiai, deste a eles mas não me dás a mim!"
Resumindo, se o sr.Jardim não é bom político, a única razão que vejo para os Madeirenses terem votado no senhor é o facto de ele ser uma verdadeira "retro-escavadora financeira"!